 "O Brasil nosso de cada dia", apresenta fragmentos literários de autores da família: Francisco de Assis Lima e Silva, Neomísia Antônia de Sousa Adalberto Antônio de Lima e Francisco José Rodrigues.
Organizado por Adalberto Antônio de Lima, a obra é rica em regionalismo e retrata a vida do nordestino nascido em família pobre, a luta com muita honestidade para conquistar seu espaço e obter meios para viver com dignidade. Mesmo utilizando uma linguagem informal, frases bem elaboradas induzem a mais de uma leitura tais como, o jogo de palavras envolvendo cidades no percurso de viagem das personagens, Castanhal cidade do Pará e castanhal... Colinas cidade e colinas... Bacabal cidade e bacabal, espécie de palmeira. Um exemplo disso é encontrado em "... a grande águia ficou quinze anos sem poder sobrevoar as colinas do Maranhão, nem armar sua rede em bacabal..." O puxão de orelha significando literalmente puxar a concha auditiva e o puxão de orelha, lição de moral, ou ainda "... pela primeira vez senti os espinhos de carrapicho que o inimigo semeou no meio do feijoal. Senti-me só. Sozinho e embaraçado nos espinhos de carrapicho do caminho..." - Uma alusão bíblica ao joio e trigo e às dificuldades que haveria de encontrar na vida. Por último, Carolina, a planta medicinal comparada com Carolina a mãe forte e brava que luta pela cura do filho, entre outras.
Nascido no povoado Santo Antônio, desde criança Adalberto revelava senso de maturidade. Com apenas 12 anos, já conciliava trabalho e estudo, morando em Picos, Estado do Piauí, com seu irmão Diassis. Ainda na década de setenta, aluno de segundo grau do Colégio Estadual Marcos Parente, organizou juntamente com Gilson Chagas, Odaly Bezerra, Osmir Serafim, Amélia Lima Barros e Sônia Andréa o jornal de circulação externa "O Brado Estudantil". Trabalhou na Souza Cruz e mais tarde, por concurso público, assumiu vários cargos de confiança no Banco do Brasil. Escreveu uma reflexão religiosa que ainda "descansa" nas malhas da revisão. Poeta e escritor desde a juventude, muitos de seus escritos inéditos se perderam no tempo, outros foram encontrados pelos irmãos nas gavetas de velhas escrivaninhas do antigo "Armazém flor de lis" e publicados em livro de família. Seu gosto pela literatura o levou, na idade madura, a cursar Letras. Adalberto i reconta as histórias de seu pai, revivendo como em sonho a meninice, uma vez que era um dos que corriam para abraçar o velho pai que chegava do Maranhão. ISBN: 978-85-61047-01-6 Preço: 24,00 Compra onlinePara comprar este título, clique no botão abaixo. Uma nova janela de nosso parceiro de serviços se abrirá para que você realize o processo de pagamento com toda a segurança, garantida pelo UOL.
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