O livro "Harpa Alexandrina", de Sonilton Campos, representa uma incursão lúdica no mundo da poesia. São 55 sonetos alexandrinos, ou seja, sonetos com versos heróicos de 12 sílabas (dodecassílabos), surgidos no Séc. XII, na chamada Canção de gesta francesa. Eles representam o título do poema Roman d’Alexandre, de autoria de Alexandre du Bernay, composto em homenagem a Alexandre Magno, o conquistador.
Na Harpa Alexandrina, Sonilton traduz para o português o poema L’Azur, de Stéphane Mallarmé, e o soneto Sonnet, de Félix Arvers, além de repetir em outro soneto a tradução, mas dessa vez na forma de acróstico. Há no livro sonetos de amor, os de temas variados, os curiosos e os aliterados. Entre os curiosos, há uma Grinalda de Sonetos, composta de 5 sonetos alexandrinos, respectivamente compostos sem a, sem e, sem i, sem o e sem u, terminando numa estrofe, cujos versos se formam com os 5 últimos versos de cada soneto. Há outro, intitulado Camões alexandrino, integrado por 14 versos decassílabos extraídos de vários sonetos de Camões, de forma a compor um só soneto, mas lhe acrescentando palavras de outros poemas do autor de Os Lusíadas, a fim de transformá-lo em soneto alexandrino... E, para completar, há soneto sem verbo, sem substantivo e sem adjetivo. Entre os aliterados, há os aliterados em p (com palavras inexistentes), em e, em d e em s. Por seu conteúdo, a Harpa Alexandrina constitui, enfim, obra inédita na poesia de todos os tempos, e o seu autor um poeta que soube aliar o estilo clássico a temas inusitados.
BiografiaSonilton (Fernandes) Campos nasceu em 1930, na cidade de Tombos/MG, mas foi registrado em Porciúncula, então distrito de Itaperuna/RJ. Filho de Mário Brethel de Campos e de Castorina Fernandes Campos, ambos descendentes, respectivamente, da tradicional família Bréthel, originária da França, e da família França, muito conhecida no Norte Fluminense, de ascendência portuguesa. Completou o curso primário em Macaé/RJ, o secundário em Nova Iguaçu/RJ e o científico em Cascadura, bairro da cidade do Rio de Janeiro. Aos 18 anos, foi aprovado em concurso para o ex-IAPI, indo trabalhar no centro do Rio. Aos 27 anos, Sonilton publicou o seu primeiro livro de sonetos e trovas, intitulado "25 Trovas e Sonetos", livro que o credenciou à eleição para a Cadeira n.1 da "Arcádia Iguaçuana de Letras", na cidade fluminense de Nova Iguaçu, onde morava. Ainda no campo intelectual, em 1994, publicou o primeiro ecorromance do Brasil, intitulado "No H da Bahia" (1994), e, no mesmo ano, um livro com 100 sonetos, chamado "Só Sonetos"(com uma "Coroa de Sonetos"); em 1996, deu a lume um livro de trovas, denominado "100 Trovas de Sonilton Campos", e, em 2001, o romance poético-histórico "O Poema do Deus Inacabado", pela Editora "Fábrica de Livros", em que, num poema, conta a história de Brasília, tema central do romance. Na qualidade de funcionário do governo, atendendo a um apelo de Juscelino Kubitschek, então Presidente da República, foi o primeiro funcionário público a se apresentar voluntariamente para trabalhar em Brasília, no ano da sua inauguração (1960). Fez a viagem com a família, por estrada-de-ferro, até Anápolis, daí seguindo de ônibus para a Capital Federal, onde recebeu apartamento funcional. Convocado para trabalhar na Câmara dos Deputados em virtude de aprovação em concurso público prestado ainda no Rio, lá ocupou diversos cargos, tendo se aposentado em 1985 no cargo de Assessor Legislativo, hoje Consultor Legislativo. Em 1966, formou-se em Direito na primeira turma da Universidade de Brasília, tendo, dez anos anos antes, concluído o curso de Bacharel em Jornalismo (a quinta turma, em todo o Brasil), pela Faculdade Nacional de Filosofia, hoje Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1967, foi contratado como professor de "Língua e Literatura de Língua Portuguesa", na Universidade de Brasília,e, em 1977 e 1978, licenciou-se como professor de "Teoria e Técnica da Comunicação" e "Direito Usual e Legislação Aplicada", ambos pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB). Fez pós-graduação em "Direito Civil e Direito Processual Penal", na Universidade Estácio de Sá (2003) e em "Língua Portuguesa Contemporânea", na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé (2004). Sonilton Campos fez jus a várias honrarias, entre as quais se destacam a medalha da "Ordem Internacional das Ciências, das Artes, Letras e da Cultura", concedida em Brasília, a "Moção de Congratulações e Aplausos" outorgada pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (1997) e o diploma de "Mérito Cultural", concedido pelo Rotary Clube (1997), sempre em honra a sua atuação no campo da cultura e do jornalismo. Finalmente, Sonilton Campos, como poeta de consagração nacional, é verbete da Enciclopédia Literária e vencedor de vários concursos de poesias e trovas, estas com diplomas da União Brasileira de Trovadores, em 1989 e 1991. Nos dias atuais, está revisando os originais da "Gramática da Língua Portuguesa em Versos", obra única no mundo, com 4.932 versos heptassílabos contidos em 822 sextilhas. ISBN: 978-85-61047-23-8 Preço: 24,00
|